segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

TUDO MUITO RELATIVO, EXCETO OS LIMITES

Afinal, por que criar e manter um blog? Creio que todo leitor um dia vira escritor. Não um escritor de mídias ou veículos similares de comunicação, nem tampouco um escritor conhecido, cujas produções são divulgadas ou divulgáveis. Escreve-se  para afirmar ou para estabelecer o pensamento traduzido numa linguagem gráfica como manifestação do espírito. Por mais óbvio que pareça ser, há uma profundidade na essência das palavras a ponto de alguns atribuirem nomenclaturas e signos diversos.
Certo é que: registra-se, desenha-se, transmuda-se um universo com a mágia das palavras. Eis a razão pela qual tudo aprioristicamente muito relativo, exceto os limites do início e do fim.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Domingo de toda semana

Parece um dia como outro qualquer. É o domingo de toda semana. Domingo é apenas um nome que inventaram para este dia. Falando assim parece que o dia está enfadonho. Mas, contraditoriamente, os dias no tempo moderno restrigem-se ao sentir de cada ser.Imagino a aparente monotonia do mundo vegetal. Aparente porque suponho dentro de minha equivocável percepção. Dizemos mil coisas. Mil coisas pensamos, mas a realidade nem sempre é o que se mostra, nem, tampouco o que se diz.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dos delitos e das Penas - Cesare Beccaria.

"Quem é rei nunca perde sua majestade". É preciso alimentar a leitura dos clássicos. Eles sempre trazem velhas novidades. Redescobertas constantes. As leis não devem surgir das paixões momentâneas. Devem, antes de mais nada, serem conhecidas e expostas em linguagem clara. No campo especulativo ainda supomos verdadeira a seguinte afirmação encontrada na supracitada obra de Beccaria (título)?: "Quanto maior for o número dos que entendam e tenham nas mãos o sagrado código das leis, menos frequentes serão os delitos, por não haver dúvida de que o desconhecimento e a incerteza das penas favorecem a eloquencia das paixões". (p.27, tradução: Vicente Sabino Júnior - São Paulo: CD, 2000)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

o lado bom da insônia

"Nem tudo que reluz é ouro" diz o ditado popular largamente utilizado nos manuais de lógica. De fato, nem toda insônia é ruim, assim como nem todo sono é bom. Quando produzimos para nós mesmos ainda que seja o "nada fazer" é válido ao darmos o veredito da positividade. Aproveitar a insônia para efetuar leituras escolhidas, colhidas ou aleatórias é primomoroso. A leitura nos reporta para todas as direções, sentidos, lugares, presente, passado e futuro. É uma abertura de possibilidades. Dormir sem querer dormir. Rolar na cama simplesmente parece coisa de quem furta-se de sua própria companhia. Querendo ou não querendo, estamos sós e é preciso escolher alguma coisa para fazer.