domingo, 28 de novembro de 2010

CLÁSSICOS DA LITERATURA UNIVERSAL

Estou terminando a leitura de mais um clássico da literatura universal. É maravilhoso conhecer vários lugares, tempos e pessoas na plenitude da liberdade. A leitura é capaz de nos transportar.
O clássico suprareferido é a obra "O Estrangeiro" de Albert Camus. Tem cunho existencialista e na segunda parte dá para perceber o profundo conhecimento do ser humano que os autores das obras clássicas tem. Impressiona-me a imagem traduzida na obra de alguém absurdamente frio e sensível como é o caso do personagem principal Meursault, cuja inferencia literal conforme o texto não chora a morte de sua genitora, mas chora a sensação de sentir-se odiado por alguns presentes no tribunal do júri. Alguém que pode, segundo as palavras do autor, onisciente, adaptar-se às mais variadas circunstancias da vida na perspectiva de sobreviver.
Acredito que ninguém escreve fora de seu contexto. Assim, certamente o manejo da obra detem uma correlação com o momento-estrutura polarizado entre a liberdade e o aprisionamento, entre o absurdo aparente de silenciar e falar no influxo do tempo.

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